Fotos do acampamento

Posted: Março 24, 2012 in Uncategorized

Vê aqui uma colecção de fotos destes oito dias em defesa do vale do Tua. Se tens fotos para partilhar, envia para acampamentoactua@gmail.com

acampamento actua

vídeo de acção de quarta

 

Comunicado de imprensa II
14 de Março de 2012

Dia Internacional de Acção pelos Rios
“Nem mais uma barragem – Actua!”

Participantes no acampamento Actua invadiram hoje as obras da barragem da EDP, em protesto contra a destruição do Rio Tua. Atravessando o rio no local onde este está a ser destruído, quatro jovens entraram na zona da construção, exibindo uma faixa com a mensagem “NEM MAIS UMA BARRAG€M – ACTUA!”.

Para marcar o Dia Internacional de Acção pelos Rios, mais de 20 pessoas fizeram um piquenique junto ao rio Tua e aos trabalhos da barragem, para denunciar o crime ambiental e social que está em curso. Noutra faixa lia-se “Quantos mais rios é preciso matar?”

De manhã foi montada uma instalação na estação de comboios do Tua. A cooperativa de produção cultural Inflama, do Porto, juntou-se assim ao protesto. Um homem sentado no banco da estação espera eternamente a chegada do comboio da linha do Tua – uma linha centenária e única, fundamental para as populações da região, que foi desactivada e que vai desaparecer com a barragem.

Em defesa de um dos mais belos redutos selvagens  do país, teve também lugar o fórum “Rios, o local é global”, com o propósito de trazer ao dialogo a importância dos rios para a região. Concluiu-se que o Plano Nacional de Barragens traz danos irreversíveis, e que a partilha de recursos, a diminuição do consumo e a eficiência energética poupariam este rio da destruição a que está a ser sujeito.

Mais de 70 pessoas já passaram pelo acampamento que está a acontecer desde o dia 10 em Foz-Tua, pelo fim da construção da barragem da EDP. O Actua apela a todos e a todas a juntarem-se à concentração agendada para sábado, dia 17, que se espera ser o maior protesto de sempre em Foz-Tua contra a construção da barragem.

Mais informações
https://acampamentoactua.wordpress.com/
acampamentoactua@gmail.com
964366575

 



Comunicado de Imprensa

Posted: Março 14, 2012 in Uncategorized

Dia Internacional de Acção pelos Rios
Dezenas acampam em Foz-Tua contra a barragem da EDP

Mais de 50 pessoas já passaram pelo acampamento ACTUA, que está a acontecer desde o dia 10 até ao dia 18 de Março, contra a barragem da EDP e pela defesa do Rio Tua. Em Foz-Tua, junto aos trabalhos de destruição do vale, o evento assinala assim o Dia Internacional de Acção pelos Rios, que se celebra hoje, 14 de Março.

O objectivo é travar a destruição do Rio, do Vale e da Linha do Tua, movida pelo lucro. Os habitantes da região têm mostrado a sua revolta em relação à barragem e o seu apoio ao acampamento, nomeadamente com a oferta de alimentos. Todos os dias há diversas actividades, como debates, passeios e acções de protesto. Hoje dará início uma vigília pelo Tua e a exposição de arte “Actua pelo Tua”. No próximo sábado, dia 17, às 15h, terá lugar uma concentração de protesto junto às obras de destruição do Rio Tua.

O acampamento está também a mostrar na prática que há formas diferentes de viver. No ACTUA as tarefas são organizadas de forma comunitária, os recursos são partilhados e a electricidade é fornecida através de energia solar. O acampamento é organizado colectivamente por todos os participantes, voluntários, com o apoio de várias organizações da sociedade civil.

Programa:

4ªfeira, 14 de Março, Dia dos Rios
10h Dia Internacional de Acção pelos Rios
12h Cobertura de Imprensa – Inflama Produções
17h Inauguração da Exposição Actua pelo Tua
17h30 Espaço Fórum sobre os rios, com Pedro Jorge Pereira, no local do acampamento
20h Jantar Popular
21h  Início da Vigília Pelo Tua – Pelo Rio, pelo Património, pela Linha

5ªfeira, 15 Março, Dia do Património
10h Homenagem aos Sobreiros Abatidos
18h Espaço Fórum sobre Património, com Daniel Deusdado
20h Jantar Popular
21h Leitura de poesia Transmontana e Duriense

6ªfeira, 16 de Março, Dia da Energia
10h Dia Aberto de Actividades sobre Energia e Transportes
(durante o dia ou depois do jantar) Exibição de documentários sobre as barragens
18h Espaço Fórum, sobre Energia e Transportes, com João Joanaz de Melo
20h Jantar popular

Sábado, 17 de Março
10h Caminhada Foz Tua
15h Concentração contra a construção da Barragem EDP em Foz-Tua

Domingo, 18 de Março
Assembleia Popular
Entrega dos prémios do Concurso de Artes Actua pelo Tua

Mariana Jordão, participante no ACTUA
“Viemos cá, nem mais nem menos, para parar a construção da barragem. Para de uma forma activa dizer não, junto da população, junto do sítio onde as pessoas estão a ser directamente afectadas. Para mostrar resistência contra coisas que nos são vendidas como dados adquiridos.
Motiva-me a beleza do lugar, as pessoas, a vontade de mudança.
Para quem já conhecia a beleza deste vale, o sítio da construção é um cenário dantesco. Revela o total divórcio entre o ser humano e a natureza. Queremos criar uma consciência colectiva capaz de entender o crime ambiental que se está aqui a cometer. A grande maioria das pessoas está contra a barragem: esperamos contrariar a apatia generalizada e levar as pessoas à acção.”

Senhor Manuel, habitante de Foz-Tua
“Eu queria tanto que esta barragem parasse. Não é construção nenhuma, é só destruição. Não traz nada para a população. Custa muito vê-los destruir tudo… Vão afundar uma linha de comboio centenária: tiraram a linha de comboio, tiraram-nos tudo.”

Foz-Tua, 14 de Março de 2012

EscravaTua

Posted: Março 13, 2012 in Uncategorized

Matar trabalhadores para matar os rios

Francisco, participante no ACTUA

Em Foz-Tua, as obras de destruição do vale do Tua avançam noite e dia: 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem interrupções.  A ganância apressada de levar a construção da barragem até ao ponto sem retorno é a fuga assustada ao número crescente de pessoas que se insurgem contra este crime. E se isso implicar menos segurança, mais atropelos à lei e maior exploração de seres humano, assim seja.

Três trabalhadores já morreram, na sequência de uma derrocada em Janeiro passado. Já houve vários feridos graves. Fala-se em pelo menos 10 acidentes desde o início dos trabalhos em Abril. Fala-se de operadores de máquinas que se recusaram trabalhar pelo perigo que correm.
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