vídeo de acção de quarta
vídeo de acção de quarta
Comunicado de imprensa II
14 de Março de 2012
Dia Internacional de Acção pelos Rios
“Nem mais uma barragem – Actua!”
Participantes no acampamento Actua invadiram hoje as obras da barragem da EDP, em protesto contra a destruição do Rio Tua. Atravessando o rio no local onde este está a ser destruído, quatro jovens entraram na zona da construção, exibindo uma faixa com a mensagem “NEM MAIS UMA BARRAG€M – ACTUA!”.
Para marcar o Dia Internacional de Acção pelos Rios, mais de 20 pessoas fizeram um piquenique junto ao rio Tua e aos trabalhos da barragem, para denunciar o crime ambiental e social que está em curso. Noutra faixa lia-se “Quantos mais rios é preciso matar?”
De manhã foi montada uma instalação na estação de comboios do Tua. A cooperativa de produção cultural Inflama, do Porto, juntou-se assim ao protesto. Um homem sentado no banco da estação espera eternamente a chegada do comboio da linha do Tua – uma linha centenária e única, fundamental para as populações da região, que foi desactivada e que vai desaparecer com a barragem.
Em defesa de um dos mais belos redutos selvagens do país, teve também lugar o fórum “Rios, o local é global”, com o propósito de trazer ao dialogo a importância dos rios para a região. Concluiu-se que o Plano Nacional de Barragens traz danos irreversíveis, e que a partilha de recursos, a diminuição do consumo e a eficiência energética poupariam este rio da destruição a que está a ser sujeito.
Mais de 70 pessoas já passaram pelo acampamento que está a acontecer desde o dia 10 em Foz-Tua, pelo fim da construção da barragem da EDP. O Actua apela a todos e a todas a juntarem-se à concentração agendada para sábado, dia 17, que se espera ser o maior protesto de sempre em Foz-Tua contra a construção da barragem.
Mais informações
http://acampamentoactua.wordpress.com/
acampamentoactua@gmail.com
964366575
Dia Internacional de Acção pelos Rios
Dezenas acampam em Foz-Tua contra a barragem da EDP
Mais de 50 pessoas já passaram pelo acampamento ACTUA, que está a acontecer desde o dia 10 até ao dia 18 de Março, contra a barragem da EDP e pela defesa do Rio Tua. Em Foz-Tua, junto aos trabalhos de destruição do vale, o evento assinala assim o Dia Internacional de Acção pelos Rios, que se celebra hoje, 14 de Março.
O objectivo é travar a destruição do Rio, do Vale e da Linha do Tua, movida pelo lucro. Os habitantes da região têm mostrado a sua revolta em relação à barragem e o seu apoio ao acampamento, nomeadamente com a oferta de alimentos. Todos os dias há diversas actividades, como debates, passeios e acções de protesto. Hoje dará início uma vigília pelo Tua e a exposição de arte “Actua pelo Tua”. No próximo sábado, dia 17, às 15h, terá lugar uma concentração de protesto junto às obras de destruição do Rio Tua.
O acampamento está também a mostrar na prática que há formas diferentes de viver. No ACTUA as tarefas são organizadas de forma comunitária, os recursos são partilhados e a electricidade é fornecida através de energia solar. O acampamento é organizado colectivamente por todos os participantes, voluntários, com o apoio de várias organizações da sociedade civil.
Programa:
4ªfeira, 14 de Março, Dia dos Rios
10h Dia Internacional de Acção pelos Rios
12h Cobertura de Imprensa – Inflama Produções
17h Inauguração da Exposição Actua pelo Tua
17h30 Espaço Fórum sobre os rios, com Pedro Jorge Pereira, no local do acampamento
20h Jantar Popular
21h Início da Vigília Pelo Tua – Pelo Rio, pelo Património, pela Linha
5ªfeira, 15 Março, Dia do Património
10h Homenagem aos Sobreiros Abatidos
18h Espaço Fórum sobre Património, com Daniel Deusdado
20h Jantar Popular
21h Leitura de poesia Transmontana e Duriense
6ªfeira, 16 de Março, Dia da Energia
10h Dia Aberto de Actividades sobre Energia e Transportes
(durante o dia ou depois do jantar) Exibição de documentários sobre as barragens
18h Espaço Fórum, sobre Energia e Transportes, com João Joanaz de Melo
20h Jantar popular
Sábado, 17 de Março
10h Caminhada Foz Tua
15h Concentração contra a construção da Barragem EDP em Foz-Tua
Domingo, 18 de Março
Assembleia Popular
Entrega dos prémios do Concurso de Artes Actua pelo Tua
Mariana Jordão, participante no ACTUA
“Viemos cá, nem mais nem menos, para parar a construção da barragem. Para de uma forma activa dizer não, junto da população, junto do sítio onde as pessoas estão a ser directamente afectadas. Para mostrar resistência contra coisas que nos são vendidas como dados adquiridos.
Motiva-me a beleza do lugar, as pessoas, a vontade de mudança.
Para quem já conhecia a beleza deste vale, o sítio da construção é um cenário dantesco. Revela o total divórcio entre o ser humano e a natureza. Queremos criar uma consciência colectiva capaz de entender o crime ambiental que se está aqui a cometer. A grande maioria das pessoas está contra a barragem: esperamos contrariar a apatia generalizada e levar as pessoas à acção.”
Senhor Manuel, habitante de Foz-Tua
“Eu queria tanto que esta barragem parasse. Não é construção nenhuma, é só destruição. Não traz nada para a população. Custa muito vê-los destruir tudo… Vão afundar uma linha de comboio centenária: tiraram a linha de comboio, tiraram-nos tudo.”
Foz-Tua, 14 de Março de 2012
Matar trabalhadores para matar os rios
Francisco, participante no ACTUA
Em Foz-Tua, as obras de destruição do vale do Tua avançam noite e dia: 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem interrupções. A ganância apressada de levar a construção da barragem até ao ponto sem retorno é a fuga assustada ao número crescente de pessoas que se insurgem contra este crime. E se isso implicar menos segurança, mais atropelos à lei e maior exploração de seres humano, assim seja.
Três trabalhadores já morreram, na sequência de uma derrocada em Janeiro passado. Já houve vários feridos graves. Fala-se em pelo menos 10 acidentes desde o início dos trabalhos em Abril. Fala-se de operadores de máquinas que se recusaram trabalhar pelo perigo que correm.
(more…)
Relato de um participante do Actua
Seria um erro. Seria um erro muito grande se permitíssemos a construção da barragem edp em Foz-Tua. Seria um erro ser conivente com tamanha construção erguida no seio do Património da Humanidade. Por este motivo estamos no acampamento e fazemos o convite a todos os que se dignam em defender o Património Natural e Cultural. Convidámos todos a não cometer o erro de ver o Vale do Tua, a Linha do Tua e o Douro Vinhateiro ser afundado.
Viemos cá, nem mais nem menos, para parar a construção da barragem. Para quem conhece a beleza deste vale, o local de construção é um cenário dantesco, revela o total divórcio entre o ser humano e a natureza. A simbiose do labor do homem com a Natureza, muito característica desta região está a ser completamente desvirtuada pela corrupção humana.
Entendemos que este é o momento Actuar. A construção da barragem do Tua apenas traz proveito para os interesse dos tecnocratas na monopolização dos recursos naturais comuns. O Rio Tua, a Linha do Tua e o Douro Vinhateiro fazem parte do Património da Humanidade em Trás-os-Montes e Alto Douro. A partir de amanhã iremos publicamente expulsar empresas facciosas como a EDP, a Mota Engil e a Somague do nosso Património. Iremos denunciá-los e acusá-los publicamente de prevaricação e atentado crime contra o Património e contra o Ambiente.
Não estamos sós. Os habitantes da região não têm escondido a sua revolta em relação à barragem e têm dado o seu apoio ao acampamento, nomeadamente com a oferta de alimentos. É importante para nós sentir o calor humano, é importante sentir que o logro das políticas energéticas são faliciosas, é importante para nós sentir que as pessoas não querem ver o Património destruído, espoliado e coberto de cimento! O Rio Tua é muito mais que cimento e betão. O Rio, a Linha, o Vale não têm igual noutro país. Todo este Património vale mais que todas as barragens juntas construídas em Portugal
Somos pouco, Somos! Temos poucos meios, Temos! Pensamos diferente, Pensamos! É isso que nos move. A nossa diferença e o nosso direito em distinguir-mo-nos de partidos políticos e empresas público-privadas que afundam o Património e poluem o nosso Planeta. Apenas temos um planeta mas consumimos energia de três planetas. Por isso, existem 156 grandes barragens em Portugal e 50 na bacia hidrográfica do Douro, mas não é o suficiente, nunca é suficiente. O Douro, o Tâmega o Sabor e agora o Tua. Onde vamos parar? Quando tivermos roubado todos os recursos às gerações futuras?
Não. A gula, corrupção e avareza da EDP pára aqui!
O Governo está contra os portugueses e está contra o Património. Mas não permitimos que nos enfiem mentiras pelas goelas abaixo. As mentiras sobre produção de energia, as mentiras sobre independência energética e as mentiras do mito das hidroeléctricas promoverem o desenvolvimento regional. Mentiras que destroem de década para década a identidade cultural e os recursos naturais e monumentais do país. Queremos a mudança. Queremos, podemos e desfazemos. Parem a construção da barragem em Foz Tua Agora!
Neste primeiro fim de semana, mais de 30 pessoas vieram até Foz-Tua, Trás-os-Montes, para dizer não à barragem da EDP e à destruição deste vale lindíssimo em nome do lucro. Pessoas que vieram de todo o país e de outros países da europa, num exemplo de resistência e determinação pela defesa desta região.
Nesta primeira fase, montámos a cozinha, um ponto de informação e um painel solar que nos fornece energia. Têm sido dias de convívio com a população, em que surgem muitas afirmações de revolta contra a barragem e de apoio ao acampamento.
Houve passeios pelo vale, conversas e tomadas de decisão colectivas, convívios com música ao pôr-do-sol, saborosas refeições com produtos locais oferecidos pelos vizinhos…
O cenário é deslumbrante, junto ao ponto onde o rio Tua encontra o Douro – a cinco minutos do local onde este crime colossal está a começar. Um cenário tragicamente marcado pelas explosões que rasgam os céus de dia e de noite: o eco do dinamite a destruir as montanhas faz vibrar de tristeza o Vale do Tua e aqueles que o ouvem. E impele-nos a agir. Esta quarta-feira assinalamos o Dia Internaciconal de Acção pelos Rios. No próximo sábado fazemos um protesto junto às obras de construção. Todos os dias há novas actividades. Vem ter connosco até Foz-Tua, contamos contigo para travar a construção da barragem!
Entramos na fase crítica para podermos travar uma das maiores atrocidades cometidas num dos mais belos rios de Portugal. Esta é uma luta que já dura há vários anos, contudo todos os esforços que têm sido feitos para preservar o Vale do Tua, a sua riqueza natural e cultural, têm sido contrariados pelas forças políticas e económicas que querem expropriar-nos de um bem comum universal.
A construção da barragem já começou! O Vale do Tua faz parte do Alto Douro Vinhateiro – Património Mundial da Humanidade que celebrou o 10° aniversário da classificação atribuída pela Unesco em Dezembro passado – e vê-se agora em risco de ser completamente destruído. Temos de agir. Temos de nos unir para preservar um Património que é nosso.
A construção da Barragem em Foz-Tua faz parte do Plano Nacional de Barragens, um plano energético concebido pelo Governo deposto que promulgou a construção de 10 Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico no país. Muitas das organizações da sociedade civil insurgiu-se contra este plano, que dá forma ao maior atentado ambiental a acontecer em Portugal. Apesar de todo o esforço feito por estas organizações, os interesses económicos que estão por detrás das construções das barragens têm ultrapassado todos os entraves colocados.
Precisamos de todo o apoio possível para parar a construção da barragem de Foz-Tua por isso apelamos à mobilização de todos para a defesa, preservação e valorização do nosso Património!!!
O dia 14 de Março é o Dia Internacional de Acção pelos Rios. O rio Tua, o rio Sabor, o rio Tâmega, os rios ameaçados não podem ser esquecidos. Queremos assinalar este dia com um evento em que a nossa voz se faça ouvir. Do dia 10 ao dia 18 de Março iremos organizar um acampamento pela preservação do Vale do Tua e pela censura pública dos promotores deste empreendimento.
Actua pelo Tua: o acampamento
Este acampamento pretende reflectir sobre o momento actual que vive Trás-os-Montes e, em especial, a Linha do Tua e ao mesmo tempo, partilhar a realidade, a cultura de uma comunidade que há muitos anos sente e vive o Vale do Tua. O acampamento será também uma ocasião para criar redes entre as pessoas, fortalecendo a aprendizagem entre todos e todas: a troca de experiências e difusão de informação sobre questões ambientais, sociais e políticas. Será também um espaço para acções de protesto, junto aos locais e com as pessoas afectadas pela construção da barragem, para exigir a suspensão imediata dos trabalhos de construção. Não podemos permitir que a construção da barragem condene a Região do Vale do Tua com a desclassificação do Alto Douro Vinhateiro e a submersão da centenária Linha do Tua.Caminhemos juntos contra a construção da Barragem da EDP!
Os danos irreversíveis
Os impactos que a construção da barragem vai provocar são inúmeros e irreversíveis. Entre eles contam-se: